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17/02/2012

Literatura de Cordel incentiva a leitura de estudantes

O Senac Mossoró promoveu, no final de janeiro, o evento "Amostra de Cordeis", com a presença dos dois principais cordelistas norte-rio-grandenses, Antônio Francisco e Crispiniano Neto. O objetivo foi incentivar a leitura e interpretação de textos junto aos alunos do curso Balconista de Farmácia, oferecida pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

Na ocasião, os alunos elaboraram o "Cordel do Balconista" e apresentaram para o público durante o evento. A produção trouxe detalhes do cotidiano em sala de aula e as frases envolveram os nomes dos professores. Antes da ?Amostra?, eles também entrevistaram os poetas mossoroenses e realizaram pesquisas assunto. 

A aluna Jordana Bruna, de 17 anos, conta que não conhecia o formato do cordel e o primeiro contato com as obras lhe despertou o interesse pela leitura. "O que impressiona é a criatividade das rimas e o fato dos autores associarem os textos com situações e pessoas do momento", explica. Hoje, Bruna afirma que consegue reservar um espaço do dia para leitura somente pelo prazer de viajar nas frases.

Já o estudante José Roberto, de 18 anos, entrou no projeto, e estabeleceu o propósito de ler um cordel por mês, porém contabilizava mais de cinquenta em apenas três semanas. Além da leitura fácil, o aluno revela que agregou mais conhecimentos sobre a cultura nordestina.           

O cordel é a expressão mais popular da literatura nordestina. Através dele, o homem do sertão encontrou a chave para unir a realidade e a imaginação com histórias de moral social e aprendizado cultural. Para o poeta Antônio Francisco, o estilo ganhou o foco nos últimos anos pela divulgação e a facilidade de ler as histórias que mesclam humor, sabedoria popular e conhecimentos da atualidade. "Meus cordéis estão na minha vida. É o meu cotidiano que está nos versos e rimas montados", revela.

 De acordo com o gerente do Senac Mossoró, Glauco Carvalho, a literatura do cordel não é muito conhecida entre os estudantes, pois as escolas não adotam os cordéis como leitura básica. "Ler e divulgar estas obras fortalece a cultura regional, e na sala de aula, é uma forma de incentivar a leitura e interpretação dos textos", acrescenta. 

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